Governo cumpre decisão judicial e inicia processo de desintrusão da Terra Indígena Awá-Guajá
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| Foto: Heloisa d'Arcanchy |
A expectativa é que a partir da próxima semana, os oficiais de justiça comecem a notificar os não índios para que saiam voluntariamente da terra em 40 dias, levando seus bens. Por decisão judicial, neste período os posseiros poderão retirar bens móveis, imóveis, animais e quaisquer outros pertences que possam ser removidos sem comprometer a utilização das terras pelos indígenas. Após este prazo, a justiça expedirá mandados de remoção de todos os ocupantes não índios que estiverem na Terra Indígena, assim como mandados de desfazimento de construções, cercas, estradas ou quaisquer benfeitorias no interior da terra indígena. Todos os não índios vivem ilegalmente na área e deverão deixar o local, ou seja, não há direito a indenização. Apesar disto, o governo federal fará o reassentamento dos pequenos agricultores (que se enquadrarem nos critérios do Plano Nacional de Reforma Agrária) que já ocupam a terra. Imagens aéreas feitas em setembro de 2013 pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) mostram que na área há em torno de 300 construções. A ação de desintrusão é interministerial, coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República em parceria com os ministérios da Justiça (Funai, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública/Força Nacional de Segurança Pública), Gabinete de Segurança Institucional (Abin); Defesa (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia / Censipam), Saúde (Secretaria de Saúde Indígena) Desenvolvimento Agrário (Incra), Meio Ambiente (Ibama/ Instituto Chico Mendes), Ministério do Desenvolvimento Social e Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) e Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Disque 100 A partir do dia 6/1, estará disponível o Disque 100 para informações e denúncias sobre o processo de desintrusão. O serviço, oferecido pela Secretaria de Direitos Humanos/ Presidência da República, funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas da região, por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, bastando discar 100. Políticas públicas Por determinação da Justiça, a ação do governo federal vai além do auxílio à retirada dos não índios da terra. Apesar dos ocupantes estarem em situação irregular, o Incra vai cadastrar e selecionar as famílias que possuem perfil para serem candidatas ao Plano Nacional de Reforma Agrária visando ser assentadas em outras áreas destinadas à reforma agrária. O Incra vai assegurar outros benefícios, como fomento para instalação e inclusão produtiva, vias de acesso e assistência técnica. A moradia será garantida pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Outras políticas também estão asseguradas, como os programas Luz para Todos e Água para Todos. Está aberto edital para compra direta de terra para receber essa s famílias, mas a Superintendência Regional do Maranhão também estuda aloca-las em novos assentamentos ou lotes vagos em assentamentos já existentes. Além disso, as famílias retiradas da TI Awá-Guajá, em razão de decisão judicial, serão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Cada família terá acesso à rede de proteção social do governo federal, como o Bolsa Família, Brasil Carinhoso e outros programas. Comitê Em sua decisão , o juiz José Carlos do Vale Madeira determinou ainda a criação do Comitê de Desintrusão da Terra Indígena Awá-Guajá. Por parte do governo federal, vários órgãos integram o Comitê que será oficializado em janeiro, durante reunião em São Luís/MA, com representantes da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, do Ministério Público Federal, da OAB/MA e do governo do Maranhão. Saiba mais: Os Awá-Guajá são um povo de língua tupi-guarani presente em quatro terras indígenas no Maranhão - TI Caru, TI Awá e TI Alto Turiaçu e Araribóia, com uma população considerada de recente contato com mais de 400 pessoas, além de outros grupos que vivem isolados. Desde o reconhecimento pelo Estado brasileiro do direito de permanência dos índios na região, com a criação da então chamada Reserva Florestal Gurupi, não índios foram se apropriando da área. Ao mesmo tempo a área foi sendo desmatada, conforme mostram dados do monitoramento do desmatamento da Amazônia (Prodes) que apontam devastação de mais de 30% do território. Reconhecida desde 1992, como de posse permanente dos Awá-Guajá e homologada por Decreto Presidencial em 2005, a Terra Indígena é alvo de constantes invasões e exploração ilegal de madeira. Essa situação traz graves prejuízos para a sobrevivência dos Awá, que vivem exclusivamente da caça e da coleta. A caça é mantida como base de sua vida social e determina o padrão de ocupação tradicional do território, de grande dispersão. Ainda hoje, os Awá-Guajá conhecem e dominam o território com base nos caminhos de caça. Desmatamento ilegal Em junho de 2013, o Ibama iniciou força-tarefa, com o apoio do Exército Brasileiro, denominada Operação Hiléia Pátria, para fiscalização das Unidades de Conservação Federal, Terras Indígenas e entorno. A Terra Indígena é alvo de constantes invasões e exploração ilegal de madeira. Essa situação traz graves prejuízos para a sobrevivência dos Awá, que vivem exclusivamente da caça e da coleta. A operação constatou que o desmatamento ilegal está ocorrendo na área indígena e o governo vem combatendo este crime. Foram fechadas 27 serrarias no entorno da TI Awá e da Reserva Biológica Gurupi e apreendidos cerca de quatro mil metros cúbicos de madeira retirada dessas áreas. As multas aplicadas atingiram o valor aproximado de R$ 2,5 milhões. Os dados são referentes ao período de 19/6 a 8/12 de 2013. Dados do INPE revelam que já foram desmatados um terço (34%) da área total da TI Awá, o que equivale aproximadamente a 400 km² de Floresta Amazônica derrubada ilegalmente ao longo dos anos |
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
sábado, 14 de dezembro de 2013
Formação Indígena é discutida em mesa-redonda do Profebpar em Imperatriz
O evento reuniu estudantes e professores de Imperatriz, Grajaú e outras localidades
IMPERATRIZ
- Foi realizada na última segunda-feira (2), na Secretaria Municipal de
Saúde (SEMUS) de Imperatriz, uma mesa-redonda com o tema Educação Escolar indígena e Formação de Professores.
O evento foi organizado pelo Programa de Formação de Professores para
Educação do Plano de Ações Articuladas (PROFEBPAR) em Imperatriz, e
tinha como proposta discutir a educação escolar indígena fazendo uma
articulação com a formação de professores.
O
PROFEBPAR foi criado em 2009 e atua em mais de 40 municípios do
Maranhão, possuindo mais de 2000 alunos. Oferece qualificação aos
professores da rede municipal da Educação Básica que trabalham na área e
não têm curso superior. O polo PROFEBPAR de Imperatriz possui
atualmente uma turma de alunos, duas em Bom Jesus das Selvas, cinco
turmas na cidade de Grajaú e três turmas em Lago da Pedra.
Integraram
a mesa-redonda o co-fundador da Coordenação das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira (COIAB), diretor-presidente do Centro Indígena de Estudos e Pesquisa (CINEP) e professor do Curso de Licenciatura Específica para Formação de Professores Indígenas da
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Gersem Baniwa; o professor da
UFMA, José Bolívar Paredes; o representante indígena e também professor,
José Arão Guajajara; a Coordenadora adjunta do Plano Nacional de
Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), São Luís, Eliane
Oliveira Rocha e a coordenadora do polo PROFEBPAR de Imperatriz, Késsia
Moura.
Durante
a mesa, os convidados falaram sobre a necessidade de sensibilizar os
professores desta região a contemplar as especificidades da educação
indígena. O professor Gersem Baniwa fez um apanhado sobre educação
indígena a nível nacional e sobre os princípios norteadores para a
formação desses professores especificamente. “É preciso que se pense os
professores indígenas enquanto profissionais multiculturais,
multifuncionais e multilinguistas”, explicou.
O
professor da UFMA, José Bolívar, ressaltou a obrigação das instituições
de ensino em oferecer educação de qualidade e inclusiva: “É necessário
garantir educação para índios, quilombolas, para nós, para todos”,
afirmou.
O
evento reuniu professores da rede de ensino de Imperatriz e estudantes
do PROFEBPAR de Imperatriz, Grajaú e outras localidades. Após as
discussões foram lançadas propostas para resolução dos problemas
enfrentados pelos indígenas.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Ruralistas instalam comissão da PEC 215 sob gritos de “Assassinos! Assassinos!”; UDN ressuscita no Congresso
de Brasília (DF)
Sob
gritos de “Assassinos! Assassinos!”, deputados ruralistas instalaram na
noite desta terça, 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a
Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215. A
medida visa transferir do Executivo para o Legislativo a aprovação da
demarcação das terras indígenas, quilombolas e áreas de proteção
ambiental. Nesta quarta, às 14 horas, ocorrerá a primeira sessão da
comissão para a nomeação da mesa diretora.
A
comissão poderá ter Omar Serraglio (PMDB/PR) como relator. O ruralista
foi o relator da PEC 215 enquanto ela tramitava pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), sendo levada à mesa diretora com parecer
favorável de Serraglio e também sob protestos dos povos indígenas e
quilombolas.
Há
quase dois anos, as mobilizações indígenas e da opinião pública
evitavam a comissão. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) se posicionou contra a PEC 215 e juristas como Dalmo de Abreu
Dallari e José Frederico Marés chamaram a atenção dos parlamentares à
inconstitucionalidade dela, em audiência que contou com deputados da
bancada ruralista.
O
ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em
recente parecer sobre liminar que pedia a interrupção da PEC 215 na
Câmara Federal, declarou que não iria impedi-la de tramitar, sobretudo
porque ela ainda estava em fase de análise, mas atestou a
inconstitucionalidade da proposta.
Depois
de tantos ataques sofridos, fato é que a PEC 215 foi preterida pela
própria bancada ruralista, que atacou com a Proposta de Lei Complementar
(PLP) 227, entre outras, e na expectativa de ver a demarcação das
terras indígenas alteradas por força de portaria do Ministério da
Justiça. Nas regiões, intensificou os ataques contra comunidades
indígenas, ameaças de morte e no Mato Grosso do Sul até um leilão de
gado e soja, com fundos revertidos para a contratação de “seguranças” e
armas contra os indígenas, chegou a ser organizado.
O
que se viu nesta terça, 10, foi uma verdadeira demonstração de que a
truculência da bancada ruralista não atende ou respeita nada além do que
a própria natureza do grupo, de caráter udenista e que traz em si o
autoritarismo como metodologia política. Façamos uma revisão de como a
comissão foi instalada.
O início da história
A
instalação da PEC 215, nesta terça, atende a dois episódios: um passado
e outro futuro. Na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, testou uma portaria, sem número, que visava regulamentar o
Decreto 1775/96, alterando o procedimento de demarcação das terras
indígenas numa tentativa de atender aos desejos da bancada ruralista.
Em
reunião entre lideranças da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) e o
ministro Cardozo, ficou definido que a minuta da portaria passaria por
consulta nas comunidades, audiências públicas e debates. A bancada
ruralista, que esperava a publicação para este ano, ficou bastante
descontente.
A
Frente Parlamentar Agropecuária logo reagiu e nas redes sociais
divulgaram que o “cardápio” do almoço dos “comensais” da bancada, numa
mansão de Brasília, seria a questão indígena, o trabalho escravo e as
eleições de 2014. Aqui reside o episódio futuro: as eleições do ano que
vem.
Os
ruralistas não poderiam terminar o ano sem ao menos uma conquista para
levar às bases do setor país afora, tal como ocorreu com o novo Código
Florestal. Sem a portaria de Cardozo, previamente debatida com a bancada
ruralista, algo precisava ser salvo e a PEC 215 era o ataque mais
avançado.
Durante
este ano, o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves
(PMDB/RN), criou a Comissão Especial. Faltava apenas instalá-la. Até
esta ocasião, porém, o movimento indígena, em abril, ocupou o Plenário
Ulysses Guimarães e dali uma Comissão Paritária foi formada para
analisar todos os projetos envolvendo a questão indígena em tramitação
na Câmara.
Mesmo
com parecer contrário à PEC 215 emitido pela Comissão Paritária,
formada por indígenas e parlamentares, Alves criou a Comissão Especial
para analisar a proposta. Mais uma vez um mecanismo político criado
serviu apenas de fachada ao golpe previamente acertado. Nesta terça não
foi diferente.
A metade da história
Na
manhã desta terça, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o
ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o ministro Luiz Inácio Adams,
da Advocacia-Geral da União (AGU) e o procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, estiveram em audiência com a bancada ruralista, que pedia
a instalação da PEC 215. Mesa da Câmara, Ministério da Justiça, AGU e
PGR não conseguiram convencer os ruralistas e lavaram as mãos.
Alves
então deixou a decisão para o Colégio de Líderes, na medida em que ele
já tinha criado a Comissão Especial e tentava um acordo com as bancadas
de PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Solidariedade para que eles indicassem
membros para a comissão. Seria constrangedor ele, como presidente da
Câmara, instalar uma comissão apenas com os deputados ruralistas.
O
imbróglio ganhou ainda mais atenção com os olhos do mundo voltados ao
Brasil, por conta do Dia Internacional dos Direitos Humanos. À Tarde,
todavia, depois de acirrado debate no Colégio de Líderes, decidiu-se
pela instalação da comissão às 18 horas, no plenário 12. Alves, porém,
seguiu dizendo que não instalaria. A Agência Câmara noticiou a
instalação, depois negou o fato e na sequência novamente voltou a
afirmar que a comissão seria instalada.
A
confusão foi providencial e parte de um golpe bem engendrado pelos
ruralistas. Sem Alves, os deputados ruralistas se ampararam no Regimento
Interno da casa: como a comissão já estava criada, as regras permitem
que o mais velho entre os deputados indicados para compor a comissão
presida a sessão de instalação. Sem comunicar previamente os
parlamentares sobre a decisão de instalar e o novo horário, os
ruralistas esperaram o fim da ordem do dia para, em poucos minutos,
consumar o golpe.
Não sem resistência dos indígenas e de parlamentares contrários aos desmandos ruralistas.
Cerca
de 60 indígenas, entre Munduruku, bancada indígena da Comissão Nacional
de Política Indigenista e Apib, ocuparam o plenário 13, da Câmara
Federal, durante a instalação da Comissão Especial da PEC 215. Sob
gritos de “Assassinos! Assassinos!” e “Demarcação Já!”, os ruralistas,
em menos de 10 minutos, instalaram a comissão tentando impedir que
parlamentares contrários ao ato falassem.
Mais
cedo, porém, quando os Munduruku chegaram ao Congresso Nacional,
agentes da Polícia Legislativa tentaram evitar que os indígenas
entrassem na Câmara. “A PEC 215 não vai acontecer mais hoje. Podem ir
embora”, diziam. No entanto, os Munduruku forçaram a entrada.
A
eles foi prometido, pelos policiais, acomodações no plenário 16, para
esperar a chegada do deputado federal Padre Ton (PT/RO), presidente da
Frente Parlamentar de Defesa dos Povos Indígenas. O tempo correu até a
chegada da informação de que no plenário 13 os ruralistas buscavam
instalar a comissão.
Impedidos
de chegar ao plenário, os Munduruku, mais uma vez, forçaram a passagem,
confrontando a Polícia Legislativa. Tudo muito bem costurado: a Polícia
Legislativa enrolou os indígenas num canto da Câmara, enquanto os
ruralistas davam o golpe sorrateiro. Depois de princípio de tumulto, os
Munduruku foram levados ao plenário 16.
Ou
seja, três plenários para trás estavam os ruralistas. O espaço entre um
e outro se tornou uma verdadeira Faixa de Gaza: de um lado os
indígenas, em intifada, e de outro os invasores de suas terras tentando
consumar o golpe. Depois de algumas horas, os indígenas furaram o cerco e
se dirigiram ao plenário 13. A
Polícia Legislativa recuou para dentro do plenário. Acuados e
visivelmente com medo, os ruralistas rapidamente instalaram a comissão e
saíram de cabeça baixa.
A história longe de ter fim
Para
quem achava que a PEC 215 estava morta, eis que ela ressuscitou junto
com o udenismo ruralista. A comissão, que deverá ter 40 sessões, é a
ante-sala para a votação em plenário, e tanto em um espaço quanto no
outro os ruralistas possuem grande força parlamentar.
O
movimento indígena, por outro lado, tem mostrado grande capacidade de
mobilização, o que deve ser ampliado não só em Brasília, mas também nas
regiões. “Agora é seguir nos movimentos. A conjuntura tem demonstrado
que aos povos indígenas não restam mais nada além da mobilização.
Executivo, Legislativo e parte do Judiciário estão contra nós”, declarou
Sônia Guajajara, da Apib, depois de instalada a comissão.
Esta
história, porém, está longe de ter um fim. Pela primeira vez em
Brasília, o cacique Saw Joapompu Munduruku, que luta pela demarcação de
seu povo no Médio Tapajós e contra a Usina Hidrelétrica de São Luiz,
relatou uma profecia Munduruku antiga, contada de geração a geração:
“A
terra Munduruku, e agora entendemos que dos demais parentes, seria
invadida e roubada. Teria outro nome, o que é hoje Brasil. A profecia
disse que lutaríamos durante muito tempo apenas por pequenos pedaços
dela, onde estão enterrados os antepassados. Muitos desapareceriam,
seriam mortos, mas a luta poderia garantir essas terras. Quando me
falaram dessa PEC pensei na profecia, que diz outras coisas. Vamos lutar
até o fim”.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Halloween de Grajaú é no Clube Trevão
26/10/2013 - A festa na noite de hoje, 26 será animada por Wanderson & Cia e DJ CabocoPromovido pela Turmas do 6º Periodo de Administração e Contabeis da Uniderp, a noite de hoje, 26 no Clube Trevão, bairro Expoagra vai ser de arrepiar e abalar as estruturas. O Circuito Universitário Halloween contará com animação da banda Wanderson & Cia e o melhor do DJ Caboco.
Marcado para às 22:00 horas a festa mais badada da cidade conta com a presença de todos. Ingressos antecipados ao preço de 10,00 reais na portária do clube
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
camara dos vereadores
O parlamentar
José Arão se levantou e se apresentou ao secretario, disse que é Arão do povo
Guajajara e que esse é seu cartão de visita. E declarou que seu pedido é; Que
seus subordinados quando vier fazer investigação em Grajaú sobre regiões, que
eles prestem atenção às coisas e não usem termos pejorativos preconceituosos,
contra sua nação da forma que foi usada com os índios. Disse que o governo
devia era ter vergonha, de chegar e dizer que não vai fazer acertos, porque
houve um erro na condução dos procedimentos, e perguntou se o governo do estado
é tão 100% correto do jeito que se faz nas oratórias? E declarou se fosse 100%
correto o ensino médio hoje estaria funcionando em Grajaú, coisa que não existe
mais e ainda disse, se o governo fala tanto em dignidade humana, mais não é dada
capacitação para os jovens de Grajaú competir com quem vem do sul ou de outros
estados, disse o vereador e pediu para que se levasse o caso á governadora.
Afirmou que acompanha o grupo de Roseana, acompanhava
não sabe mais se vai acompanhar, afirmou que são 30 anos de peleja e não pode
admitir esse massacre psicológico contra os jovens de Grajaú. Abordou ainda que depois de muitos anos de apoio à
governadora este é o troco que ela vem dar para Grajaú, depois de muito ser
ajudada pela nação indígena e por grajauense agora vem fazer essa maldade com Grajaú.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Indígenas interditam rodovias e promovem ato público no Maranhão
de Brasília (DF)
O trancamento de rodovias iniciado nesta quarta, 2, como parte das ações da Mobilização Nacional Indígena, seguem hoje, quinta-feira, 3, no Maranhão. Além do fechamento da BR-316, os povos indígenas realizam ato público com a participação de sem-terras, sindicalistas, estudantes e demais apoiadores, na cidade de Imperatriz. Os quilombolas seguem acampados na sede do Incra, em São Luiz (MA).
Para os Guajajara, que nesta quinta retornaram para trecho da BR-316, os povos indígenas não podem recuar numa conjuntura como essa, em que ruralistas articulam uma ampla frente de ações contra os direitos constituídos, “e não implementados”, conforme Flaubert Guajajara.
Vindos das terras indígenas Pindaré e Maçaranduba, cerca de 200 Guajajara interceptaram pedaço de estrada entre os Km 247 e 248, altura do município de Santa Inês. “Ficaremos aqui esta noite e amanhã o dia inteiro. A ocupação é por tempo indeterminado. Saímos daqui apenas com a manifestação das autoridades públicas”, afirma Flaubert.
A liderança explica que os projetos legislativos anti-indígenas, caso das PECs e PLPs, reforçam a situação de dificuldades em que se encontram os povos do Maranhão e do país. “A gente tem ciência de que elas não beneficiam os povos indígenas. Ao contrário, trazem vantagens para os ruralistas nas nossas terras”, afirma. Flaubert explica que a Terra Indígena Pindaré, em que pese homologada, segue invadida e promovendo conflitos com não-índios.
Mais interdição
MA
Ano letivo ainda não começou em aldeias no Maranhão por contrato atrasado da Seduc
os professores indígenas somente assinaram os contratos com a Seduc/MA no mês de maio há dois meses
Os intensos protestos e denúncias realizados nos meses de junho e julho, no Maranhão, em relação ao atendimento da saúde indígena, não conseguiram impedir a morte de mais uma criança.
Cerca de 50 madeireiros invadiram aldeia e agrediram o indígena Gonito Ka’apor
Indígenas alegam que depois que Exército e Ibama saíram do território, invasores voltaram a retirar madeira
Violência foi praticada por dois não-indígenas. Casos de ataques contra indígenas aumentam no Maranhão
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
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